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SÉRIE  “MEU PAI” -  1 – O FOTÓGRAFO

 

           

Ele era o fotógrafo oficial (e o único) da cidade. A máquina sobre o tripé no quarto à meia-luz e as lâmpadas fortes para bater as fotos formam até hoje um quadro em minha memória.Bom mesmo era o quartinho, ainda mais escuro, usado para as revelações das fotos. Cheio de mistérios e segredos. Todo o processo era amador, improvisado e manual. Talvez por isso mesmo meu pai ficasse tenso e irritado a cada sessão de fotografias. Não podíamos sequer chegar perto do quartinho de revelações, mas ficávamos à espreita na hora das fotos, fossem elas quais fossem.

Num sábado a tarde, desses que todos procuravam o “seu” Valentim para as fotos de aniversários, casamentos, batizados, bodas, etc, estávamos lá de plantão para as sessões de fotos, imóveis e silenciosas todas as irmãs, conforme ordens de meu pai. Também estava presente uma tia, irmã de minha mãe, que viera passar uma temporada conosco para se restabelecer. Sofria dos nervos e o médico recomendara passar alguns dias num lugar tranqüilo e calmo. E qual lugar melhor que a nossa casa, cheia de gente alegre e feliz, numa cidade pequena e pacata? Pois bem, minha tia ficou nesse sábado á tarde sentadinha numa cadeira do salão de fotografias, olhando meu pai trabalhar e conhecendo os clientes que ali chegavam.

De repente, não mais que de repente, chega um cortejo fúnebre e vai entrando pelo quintal de nossa casa e se dirigindo para o salão de fotos. Era costume, na época, tirar um retrato da pessoa falecida dentro do caixão mortuário. Desta vez era um caixão azul, “de anjinho”, uma criança de aproximadamente sete anos. Nós, irmãs, já estávamos acostumadas a isso, mas minha tia não. Quando o cortejo entrou no salão, imediatamente o caixão foi colocado sobre uma cadeira bem ao lado de minha tia e tiraram a tampa. A tia, ao ver a cena rápida e chocante, deu um grito de susto e desmaiou. Todos deixaram o menininho morto e correram para acudir minha tia. Meu pai ficou irritadíssimo com a confusão que atrapalhara seu trabalho. Mal esperou a tia voltar a si com o álcool que lhe deram para cheirar e passou-lhe o maior “pito” que já ouvíramos de sua boca. Minha tia chorou de raiva, vergonha e medo, pediu desculpas a todos e foi para dentro de casa.

No dia seguinte acordou alegre, cantando, disse que se sentia muito bem por estar viva e conosco. O tratamento de choque, meio acidental, foi eficiente ao extremo. Até hoje, passados 45 anos, nunca mais teve qualquer crise nervosa.

 

 

 

Neusa – 23/01/04



- Postado por: Neusa às 22:19:47
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Saudade virou um destino.

- Postado por: Neusa às 22:06:00
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Posseiro do meu coração: não fuja quando eu te procuro!

Talvez possamos fazer um acordo para você se instalar.



- Postado por: Neusa às 18:20:25
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Vida

Sonhei o amor. Conheci a dor. Vivi!



- Postado por: Neusa às 21:04:44
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