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GRITO

 

Palavras que não foram ditas, palavras que me chegam no silêncio de cada dia.

 

Desculpe-me a ausência

E essa falta de tempo,

O excesso de contratempos

Sem poder mais contemporizar.

Desculpe-me pela solidão

Que impinjo sem notar,

Por ferir quando quero agradar.

Desculpe, eu não vim pra ficar.

 



- Postado por: Neusa às 00:23:16
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CONDENAÇÃO PREVISTA

 

Me visto de nudez:

Me exponho

Ao julgamento

Despojada dos véus

Que jamais me cobriram.

Revelo a minha essência:

Não há qualquer diferença

Entre a minha aparência

E o que eu sou – coerência.

Mas você insiste

Em me cobrir de palavras

E me vestir de rótulos.

-Condenou-me a ter

Mais que o verbo ser



- Postado por: Neusa às 21:58:56
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Espera

 

 

I

 

Pintou os olhos

Com o azul da paz

Pintou as unhas

Com o vermelho do amor

Pintou os cabelos

Com o dourado dos trigais

Vestiu-se de arco-íris

E sentou-se na nuvem

- calmamente –

enquanto ausenciava

em todas as matizes

 

 

II

 

Sua eterna espera:

Passam-se as primaveras

E todos os outonos.

É sempre véspera!

 

III

 

Num átimo

Um relâmpago.

Trêmula

Pálida

Lamentou

Lúcida

O lúdico

Interlóquio

 

 



- Postado por: Neusa às 23:56:37
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AMPLITUDE

 

(Meu olhar largo e profundo vasculha todo seu mundo)

 

Porque meu coração muitas vezes quer voar,

Mas os pés teimosamente se fincam na terra

Qual raízes centenárias:

Maculam o chão molhado

Pela última tempestade,

Deixando suas marcas impiedosas

Na lama sagrada.

Porque meus pés são a razão

Soterrada por lavas incandescentes.

Porque meus olhos são a contradição

De tudo que foi regrado

De tudo que foi sagrado.

Porque meus olhos se vestiram

Em forma e cores de um coração

Subiram além do horizonte,

Limite da razão,

E se queimaram ao sol nascente

E ao sol poente.

E ao te encontrarem

Romperam a inutilidade das raízes,

Corajosamente,

E sobreviveram sem âncoras ou amarras.

E flutuaram no espaço,

Teimosamente,

Acompanhando os teus passos.



- Postado por: Neusa às 23:15:54
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RE-VIVER

 

Meus olhos

Não são mais os mesmos.

Trazem na retina as cores

De paisagens desconhecidas

Mas já sonhadas.

 

Minhas mãos

Não são mais as mesmas.

Trazem a textura suave

De carinhos até esquecidos

Mas já ofertados.

 

Meus lábios

Não são mais os mesmos.

Indóceis, só me trazem

Palavras doces e ternas

Mas já pronunciadas.

 

(esperam que as janelas se abram

e acolham as cores, os carinhos

e as palavras)

 

 

 



- Postado por: Neusa às 23:39:24
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CENAS DO COTIDIANO – III

 

FINDA VIDA

 

A cor do velho

Me assusta:

Lábios de neve,

Olhos de romã.

Acordo o velho,

Mas não há acordo:

Insiste na letargia,

Não quer ver o amanhã.

Olhos cansados já

Não se abrem mais.

O corpo estancou,

Arriou sem um ai.

Oração de revolta,

Às pressas a multidão

Por um se segundo se volta

E olha o velho no chão.

Logo chega o caminhão

Que promete felicidade.

O velho, esquecido no chão,

Lembra até serenidade.

A multidão segue o caminhão

E o velho a eternidade.

 

(Poema de um dia triste, quando assisti a morte do mendigo, por inanição, e vi as pessoas abandonarem a cena para assistir ao sorteio de duas motos).



- Postado por: Neusa às 00:27:41
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FATO CONSUMADO

 

 

Não quis mascarar,

Não quis mais calar

O jorro dos sentimentos

-vazou em consentimento.

 

Abriu as cortinas da alma,

Tropeçou nas cores de setembro.

O sopro na janela tinha sabor

Doce de turbulência.

 

Quietude e turbulência

Nos encontros, nas ausências.

Intervalos de destino

Cumprido em anuência.

 

Amou o fogo e bebeu o vento

-embriaguez de um momento

único, último e primeiro.

E brindou ao destino (sorrateiro)



- Postado por: Neusa às 20:22:08
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RENASCENDO

 

Me decomponho em versos

Me revelo em velhas frases.

Meus sentimentos, fatiados,

Expostos nesta vitrina.

 

Não te contesto,

Apenas me professo

No Ângelus, nas Matinas,

Nos madrigais dos tempos idos.

 

Minha alma, fertilizada,

Brota em bela floração.

Me renovo em rara rosa

E retomo minha rota

- rompida no desvão

De um longínquo dia inútil.



- Postado por: Neusa às 23:38:23
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CHICO BUARQUE  (sempre)
 
SEM FANTASIA
 
Vem, meu menino vadio,
Vem, sem mentir prá você.
Vem, mas vem sem fantasia,
Que da noite pro dia
Você não vai crescer.
Vem, por favor não evites,
Meu amor, meus convites,
Minha dor, meus apelos.
Vou te envolver nos cabelos,
Vem perder-te em meus braços
Pelo amor de Deus.
Vem que eu te quero fraco,
Vem que eu te quero tolo,
Vem que eu te quero todo meu.
 
Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar.
Não vou me arrepender,
Só vim te convencer
Que eu vim prá não morrer
De tanto te esperar,
Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei,
Das noites que varei
No escuro a te buscar,
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei,
Nas discussões com Deus,
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa,
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus.

 

 



- Postado por: Neusa às 00:34:50
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