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REFLEXÕES DE UMA NOITE FRIA

 

A ausência dolorida,

O desencontro –

Prenúncio de despedida

(restou o escombro)

 

Serei só ou só serei

A espera, a esperança

Do que nunca cheguei a ser?

(quem espera sempre alcança?)

 

Carrego nestes ombros

O estoque da ilusão

Desarrumado em meio às sombras

(se o sol sair, aquece o coração?)

 

Inverno – intransitivo, infinito,

Me fez objeto direto

Do que sonhei mas não foi dito

(não devo ter sonhado certo!)

 



- Postado por: Neusa às 21:26:12
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Aniversário da Maria Célia

29 de novembro é aniversário de minha irmã Maria Célia. Professora, poetisa, guerreira, mãe, irmã, foi a primeira da família a entrar no mundo virtual. Que Deus a abençoe sempre, maninha, que você seja muito feliz, e que receba muito amor em troca de tanta sensibilidade, talento e beleza.

Para quem não conhece, um poema dela que está no seu site : www.maricell.com.br:

 

Um ponto .

Convergência de um encontro

Casual

.

 Nós dois...

Interrogações... (Muitas...)

Exclamações... (Tantas!...)

Frases,dois pontos, travessões, parágrafos...

 Inúmeras reticências...

Diálogos...

Monólogos...

Silêncio...

Depois....

Depois um ponto final.

Final de um encontro.

O ponto

Que foi convergência

Agora é divergência

Quase banal.

Mas... Afinal...

Que é um ponto final?

Senão o findar de um pensamento

Que a qualquer momento

Pode mudar de linha

E recomeçar?

Um ponto.

Convergência

De um reencontro

Virtual.
(Maricell em final de julho/2003)

 



- Postado por: Neusa às 21:31:20
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IMPRESSÕES

 

sonho certezas

acordo dúvidas

transmuto o real

te insiro no meu cenário

tateio a tela:

tudo tão igual

(ao que nunca tive)

te toco

mas não te sinto

te pressinto

todavia

transformado

em labirinto.

 



- Postado por: Neusa às 20:34:31
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PARALELOGRAMA

 

Sou uma e sou a outra

Uma diz sim, a outra é contra

Uma aceita, redime, perdoa

A outra nega, condena, amaldiçoa

Uma retrata, revela e vela

A outra destrata, fere e se rebela

Uma chora e se diz feliz

A outra ri do seu contrário

Uma quer salvar a outra

Que não aceita nenhuma

Caminham de mãos dadas

Por rotas paralelas

Não se encontram, não se alcançam

Fico olhando para elas

- tão iguais, tão desiguais –

Mas não vejo a felicidade

Em nenhuma delas.



- Postado por: Neusa às 21:57:31
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MENDICÂNCIA

 

Atravessou a rua

Trôpega, bêbada,

Atrapalhou-se no cruzamento

Da saudade com o amor.

Transitou pela calçada

Trêmula, tateando

Tudo, num torpor

De querer e não ter.

Trocou o caminho

Triste da saudade

Pela travessa do Talvez,

Tentando, mais uma vez,

Tornar-se tênue

Quimera, traço efêmero,

Mero traduzir-se

Em troca de uns trocados

De amor.

 



- Postado por: Neusa às 17:31:04
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GÊNESIS

(poema a quatro mãos)

 

Que se faça uma ponte entre minhas palavras sufocadas e o teu silêncio.

Que este hiato pelo qual transito, trôpega, se transforme em passarela

para que minhas palavras desfilem em teu olhos e  te cheguem leves.

Que o seu eco ultrapasse as tuas barreiras e quebrem a geleira interna

na qual te envolves e onde me perco no ir e voltar, alma adentro.

 

Que se faça uma ponte entre os nosso olhos:

que ela tenha  sabedoria para conduzir olhares perdidos, distraídos, quase desiludidos.

Que ela traga fogo, fagulhas... e avermelhe nossos olhos, nosso coração,

para que esta condição indigente de minhas palavras encontrem

-mesmo em teu silencio - uma candura no olhar,

um sorriso esboçado, um muito do pouco que te permites dar.

 

Que se faça uma ponte entre minhas mãos que buscam as tuas

e que ela tenha a medida exata deste encontro.

Que as palavras se reconheçam quando se encontrarem.

Que esta rigidez se quebre e desabe sobre as flores que nascerão sobre a ponte.

Que haja sinos, sons, tons e a tradução exata do que busco

- porque busco pouco, um quase nada!

 

 

-Neusa e  Angela(Lira)

 

 

 

 



- Postado por: Neusa às 18:20:28
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