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As meninas e as flores: Maravilha

 

Flor de maravilha.

E tudo era colorido:

Lilás, amarelo, vermelho...

O que não era cor

Era luz em nossos olhos

De meninas maravilhadas

Com colares e pulseiras.

Maravilhas nos cabelos:

Enfeites

Para passear na vida

Que pulsava nas tardes

Com cheiro de capim molhado,

Com luminescências

Coloridas do pôr de sol.

Maravilha de aromas

Multicores nos cabelos

Das meninas passeando,

Maravilhadas,

Nos dias de colher

Maravilhas

 

(Angela e Neusa – fevereiro de 2005)  

 

Lembranças de nossa infância, vindas à tona numa conversa entre Sílvia, Angela e Neusa, numa noite de fevereiro. Recordamos nossos passeios nos finais de tarde, quando colhíamos maravilhas de todas as cores e fazíamos com elas colares e pulseiras coloridos e perfumados. Era nosso programa preferido, quando íamos todas nós, irmãs, conduzidas pela Mayda, que nos iniciava no gosto pelas coisas simples e pela poesia que há em tudo.  O mundo era para nós, então, pequeno, lindo, florido e perfumado. Carregamos esse mundo ainda hoje em nosso coração e ele sempre reaparece em nossas conversas, trazendo alegria, serenidade, doçura e saudade.

  



- Postado por: Neusa às 22:56:57
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Não!

Não vou me lembrar

De ter saudades

Não vou fechar o dia

Nem apagar estrelas

Não vou sorrir

Tamanha lágrima

Sequer morder

As palavras inéditas

(não pudemos contê-las).

 

Vou apenas me vestir de cores

De todos os arcos

De todos as íris

E adormecer por entre flores

Até que voltes na primeira

Nuvem parida na primavera.

 

(este poema brotou no inverno de 2004) – Neusa / fevereiro/2005



- Postado por: Neusa às 20:27:04
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LAMENTO EM DOIS TEMPOS

 

I

 

Sorrio

E você só ri

Do meu amor

Sou rio

Onde me vi

Quase sem dor

Onde cresci

Feito flor

Desabrochei

Sem pudor

 

Sou rio

De correnteza

Sempre a correr

Da sua incerteza

Desse seu riso

De (des)amor

 

II

 

Lua lenta

Me leve

Ao léu

Livre

Largo o véu

De leis

De leigos

De lados

Lógicos

Só lamento

O gosto de fel

Levemente

Sólido

 



- Postado por: Neusa às 17:14:18
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Faz três anos que Irene, nossa mãe, nos deixou. A saudade continua grande e as lembranças vêm à nossa conversa de irmãs sempre que nos encontramos, mesmo que virtualmente.

Um dia desses conversávamos no MSN (Ângela, Sílvia e eu) e falávamos sobre os pães que Irene fazia. Falávamos até do forno que ela tão bem sabia fazer, nessa sabedoria que só as mães têm. Registrei a conversa porque tinha tanta coisa boa para se lembrar e muitos detalhes importantes para nossa alma. Recolhi e escolhi trechos das lembranças da Sílvia, a irmã que mora em Maringá. Uso as lembranças dela, da nossa infância feliz e tranqüila no interior, para homenagear Irene, nossa mãe guerreira e amorosa, sábia e simples... nossa mãe Irene!     

                                 

"Eu penso desde a escolha do local onde ela dizia que o forno deveria ficar: boca contra o vento, pra fumaça sair, mas o calor ficar; da escolha de madeiras pra fazer o suporte, dos tijolos selecionados por tamanho, todos usados; do cimento que ela preparava pra unir os tijolos, a dificuldade que era dar a curvatura e não deixar o teto despencar. Coisa de engenharia, mesmo, pois não tinha armação interna alguma.

Depois de pronto, catávamos lenha para queimar o forno, fazer o cimento fixar e não quebrar. Nem sei onde ela aprendeu essas coisas. (Tinha também a chaminé, um tijolo propositadamente solto que funcionava como uma janela de onde podiam sair a fumaça e o excesso de calor). Depois que o forno estava quente, as madeiras queimadas, ela varria com uma vassoura feita de mato, feita por ela, varria o chão do forno e só então ele estava pronto pra receber as massas. Ela via se o forno estava muito quente. Se estivesse, borrifava água para resfriar.

Da massa: me lembro dela pegando um tacho, grandão, dissolvendo o fermento em leite quente. O cheirinho bom já começava aí. Fazia o fermento e deixava crescer. Depois punha o sal, a manteiga, o leite a mais e, por último, a farinha. Às vezes punha torresmo, que dava um sabor delicioso. Outras vezes era pão doce, mas este mais raramente porque demorava a crescer.

Fazia os pães de vários tamanhos: grandes para o café e pequenininhos para a meninada, lembram? Eu ficava do lado dela e pegava massinhas e fazia o meu, tipo um beliscãozinho.

Quando dava tempo, ela fazia bolo depois do pão; a quentura tinha que ser menor e não podia por junto, pois o bolo abaixava se a gente abrisse o forno. Também me lembro que eu pegava as sobras na vasilha, colocava em latinhas e fazia meu bolinho - ficava uma bolacha, pois assava junto com o bolão, mas eu adorava fazer.

Ah, o pão quentinho saía do forno e a gente comia quente mesmo, dava dor de barriga, mas a gente comia sem conseguir esperar esfriar, e a manteiga derretia dentro dele lembram? Eu ainda ficava brava quando chegava visita e ela dividia o pão com essas pessoas; não gostava, queria que fosse só pra nós, tanto os pães quanto a mamãe.

Eu também via como ela fazia a manteiga de leite, sei fazer. Nunca fiz, mas sei que sei fazer. Assim como as balas de côco que ela fazia sempre tarde da noite; não sei como ela não se cansava, não sentia sono. Acho que ela era movida pelo amor e pela paciência."



- Postado por: Neusa às 21:00:22
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RENASCENÇA

 

 

Porque limpamos o pó das lembranças

E deixamos surgir límpido o presente

Porque abolimos as reticências, os parêntesis

E decretamos a morte do ponto final

Porque hoje somos transparências

Que se tocam desvestidas da pressentida ausência

Porque hoje nos adensamos em consentimentos

De não mais haver as descosturas do tempo

Porque hoje renascemos – límpidos – no afeto,

Urdimos, nós mesmos, nossa tessitura

Tacitamente.

 

(Neusa – 10/02/2005)

 



- Postado por: Neusa às 19:26:20
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- Postado por: Neusa às 21:56:37
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