
|
Meu perfil BRASIL, Sudeste, Mulher, French, Italian |
Histórico:
- 01/11/2007 a 30/11/2007
- 01/09/2007 a 30/09/2007
- 01/08/2007 a 31/08/2007
- 01/06/2007 a 30/06/2007
- 01/03/2007 a 31/03/2007
- 01/02/2007 a 28/02/2007
- 01/08/2006 a 31/08/2006
- 01/07/2006 a 31/07/2006
- 01/05/2006 a 31/05/2006
- 01/04/2006 a 30/04/2006
- 01/01/2006 a 31/01/2006
- 01/12/2005 a 31/12/2005
- 01/10/2005 a 31/10/2005
- 01/09/2005 a 30/09/2005
- 01/08/2005 a 31/08/2005
- 01/07/2005 a 31/07/2005
- 01/06/2005 a 30/06/2005
- 01/05/2005 a 31/05/2005
- 01/04/2005 a 30/04/2005
- 01/03/2005 a 31/03/2005
- 01/02/2005 a 28/02/2005
- 01/01/2005 a 31/01/2005
- 01/12/2004 a 31/12/2004
- 01/11/2004 a 30/11/2004
- 01/10/2004 a 31/10/2004
- 01/09/2004 a 30/09/2004
- 01/08/2004 a 31/08/2004
- 01/07/2004 a 31/07/2004
- 01/06/2004 a 30/06/2004
- 01/05/2004 a 31/05/2004
- 01/04/2004 a 30/04/2004
- 01/03/2004 a 31/03/2004
- 01/02/2004 a 29/02/2004
- 01/01/2004 a 31/01/2004




OFERENDA
Trago a boca encoberta
Pelo sal das lágrimas,
Boca adocicada
Pelas palavras de perdão,
Amarga pelo não
Que sufoca o sim.
Trago a boca acre
Pelo sorriso contido,
Endurecida pelas palavras
De pedra que atirei.
Boca entreaberta,
À espera de um sinal
Que o amor desperta.
Tenho a boca de poeta
Desenhando versos
Na escuridão do teu silêncio.
Boca em forma de coração,
Sempre à espera de tua boca
(união)
(Neusa / 21 de abril de 2005)
(sonho de valsa-marcio melo)
No salão todos olhavam, entediados,
A dança da valsa com o tango.
O pas-de-deux bocejava suspiros,
Enquanto a salsa se cobria
Com as últimas marchinhas do carnaval.
E ante olhares assustados,
Ao ritmo do banjo daquele anjo,
Vi o amor subir ao palco
Vestindo todas as minhas lágrimas,
E derramar meus versos pelas mãos
Num balé sem danças nem cisnes -
Apenas a coreografia do talvez
Na última dança da solidão.
Sem entr’acte nem ouverture,
No solo piano de tantos sonhos
Pisados de adeus e de silêncios,
Ofereceu à platéia adormecida
O grand finale de sua morte.
O bolero enxugou uma furtiva lágrima –
Foi o único a aplaudir o espetáculo.
(Neusa e Ângela – 10 de abril de 2005)
FAZ DE CONTA
Estrangulei a morte e,
Tendo-a sob meus pés,
Decretei:
O fim do adeus,
Da despedida,
Da saída.
O fim das lágrimas inúteis,
Dos motivos fúteis,
Da espera,
Do amor-quimera.
O fim da solidão,
Do ter que dizer não,
O fim do jamais.
E dando os trâmites por findos
Pude, enfim, viver o domingo
Em paz!
(Neusa - abril de 2005)
Maninha Tã, obrigada pelo novo lay-out do blog,
e por ter também inserido "a música" aqui.

VENTO
O vento que bate na janela
Levanta meus sonhos,
Joga-os para o alto,
Lança-me ao chão,
Me leva a nocaute...
E neste momento
Um blecaute
Em meu coração
Muda a estação
E me transformo em versos,
Em folhas, em frutos,
Outonando-me
Em rimas que faço
Para desfolhar
A solidão.
(Neusa e Ângela – abril de 2005)