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POR UM TRIZ

 

 

Não gostei do seu rosto,

 

Morte!

 

Seu olhar enviezado,

 

Seu cheiro de leite coalhado,

 

Seus dedos engastalhados

 

Me sufocando: um enfarte?

 

Não gostei do seu gosto,

 

Morte!

 

Gritei por outra sorte –

 

Pedi socorro à vida

 

E a vi ao meu lado:

 

Bela, vencedora e forte.

 

Desculpe, mas eu fico com ela.

 

Não gostei do seu jeito,

 

Morte!

 

 

(Neusa – 17 de maio de 2005)



- Postado por: Neusa às 21:43:42
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Previsível

 

Eles surgiram

 

Naquele amor de palavras cruzadas

 

E se viram

 

Naquele amor de palavras ousadas

 

E seguiram

 

Naquele amor de palavras cerradas

 

E partiram

 

Aquele amor de palavras surradas

 

 

 

 

Ele no ócio,

 

Sem ódio.

 

Ela tão dócil –

 

Nem fácil,

 

Nem fútil.

 

Que amor inútil!

 

Caiu ao primeiro míssil.

 

 

(Neusa – 15 de maio de 2005)



- Postado por: Neusa às 19:08:21
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Amigos, ainda com problemas no micro, sem poder usar o word e sem conseguir abrir a

 

maioria dos blogs, peço desculpas a vocês.

 

 

Deixo a vocês, mulheres, mães biológicas ou mães no amor, meu terno abraço e meus

 

parabéns por essa missão divina e maravilhosa.

 

 

A vocês, mães-coragem, mães-ternura, mães que regem a orquestra da vida, desejo um

 

lindo e feliz DIA DAS MÃES.

 

 

Beijos a todos.

 

 

 

Neusa – 07 de maio de 2005.



- Postado por: Neusa às 21:42:47
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Que pena, zeca, que tudo esteja tão revirado na nossa vida. Mas eu entendo você, zeca, sempre tão cheio de problemas sérios para resolver. Eu é que fico nessa vidinha sem graça dentro de casa e não sou capaz de entender o quanto você é ocupado e importante.
 
Desculpa, zeca, por eu ter gritado ontem quando você saiu batendo a porta. Deve ter sido por susto, porque eu nunca ia gritar com você, assim por gosto ou por birra. Reconheço que sou muito enxerida e fico perguntando muito. É que minha cabeça muitas vezes não pensa e a boca já está falando. Você teve razão em se aborrecer, zeca, afinal eu devia saber que você sempre fica trabalhando até de madrugada, não tenho que ficar colocando minhocas na cabeça.
 
Sabe, zeca, eu sei que você me ama a seu modo, mas tem dias que eu queria lembrar como é o som da sua voz dizendo coisas bobas, assim como dizer que gostou do jantar, ou então perguntar se quero passear. Mas não sei porque, zeca, você só fala bravo comigo, e agora eu só tenho esse som da sua voz para lembrar, o outro ficou perdido numa lembrança lá longe. Até que prefiro ter um som para lembrar, mesmo que seja essa voz de grito, aborrecida, raivosa. Duro mesmo, zeca, é o seu silêncio muitas vezes grande demais, mais doído que os seus gritos.
 
Lembra, zeca, quando a gente namorava e você contava tudo que acontecia com você? Era tão bom ficar escutando você falar, falar e falar! Eu nem podia abrir a boca, mas não achava ruím, não! Eu gostava de ouvir você falando daquele jeito, animado com as suas histórias.
 
Ontem, zeca, acho que eu fiquei triste e gritei porque era dia do meu aniversário. Você não se lembrou, claro, você tem tanta coisa importante para pensar. E quando eu vi aquelas flores na sua mão eu até pensei que fossem para mim, que você tinha se lembrado. Juro, zeca, eu não sabia que também era aniversário da sua secretária e que você, como bom patrão, deve levar flores para ela. Deve ser esse tal de egoísmo que eu tenho e que você sempre fala. Eu não devia ter pensado tanta bobagem, zeca, só porque você chegou mais de madrugada que nas outras noites, só porque você trouxe flores que não eram pelo meu aniversário nem para mim. Você tem razão, zeca, eu estou ficando velha e rabugenta!
 
Amanhã, zeca, é domingo, e você vai ficar bem, com certeza. Você vai poder ficar assistindo televisão o dia inteirinho que eu nem vou passar perto para não atrapalhar.Você vai assistir todos os jogos de futebol e os programas de auditório, só vai sair para fazer o prato e ir ao banheiro. Amanhã eu não vou ficar com cara de dor de cabeça por passar o dia inteirinho na cozinha e no tanque. Amanhã, zeca, você pode ficar calado o dia inteirinho ou, se quiser, pode gritar com tudo, até com as paredes e com a televisão.
 
Amanhã, zeca, você pode ser feliz  do seu jeito. Amanhã, zeca, eu não estou mais aqui. Eu estou indo embora, zeca, você entendeu? Não é que eu não ame você, não. É que eu quero ver você feliz, sem eu ficar aí atrapalhando você com meu jeito de mulher apaixonada pelo seu homem.
 
Amanhã, zeca, eu vou estar  bem longe daqui. O João, aquele que vendia pastel lá na feira, que você detestava tanto o João quanto o pastel, vai me levar daqui a pouquinho  para morar com ele e a mãe dele numa cidade que nem sei o nome direito, mas que quando eu souber eu conto. Agora você pode ser feliz, zeca, que eu não vou mais estar aí amolando você. Agora você pode chegar tarde em casa, pode bater a porta, pode gritar, pode ficar mudo durante semanas que eu não estarei aí para atrapalhar nem irritar você.
Olha, zeca, o João não quer que você pense mal dele, não. Ele não está me roubando de você, ele só quer que você fique feliz longe de mim.
 
Agora eu vou terminar de arrumar as minhas coisas, Zeca. Desculpa eu sair assim de repente, mas você não ia ter tempo para me ouvir, eu sei disso. Olha, eu deixei a sua janta no forno, é só esquentar, viu?
 
Maria
 
 
(01 de maio de 2005)
 
 


- Postado por: Neusa às 21:33:01
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