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Na beleza inútil
da lua cheia,
tropeçou em sonhos
inacabados.
Adormeceu na desesperança
do vento
que lhe varreu os castelos
de areia.
(Neusa – 25 de agosto de 2005)
Não há mais girassóis
Nem há mais beija-fores
Não há mais arco-íris
Nem sequer existem cores
Há apenas uma dor
Incolor
Indolor
Des’amor
(Neusa - 06 de agosto de 2005)
poemincruz
Na urgência dessa dor o poema se debate
entre palavras amanhecidas e a morte do amor.
Poema cingido a pregos, poema enfermo
pela ausência pressentida neste corpo ermo,
onde sonhar parece mais um destino
do que um desatino.
Mas o tempo descosturou da memória
todas as pregas onde eu te escondia
e remendou as dores do passado
com as lembranças do amanhã
(que não virá).
E o poema sobrevive entre palavras tortas,
desdenhando a dor das coisas mortas.
(Neusa – 28 de julho de 2005) - postado em 16 de agosto de 2005
Andei ausente e senti muita saudade de todos vocês.
Estou voltando hoje ao mundo virtual e ao meu blog,
após quase um mês sem o micro.
Agradeço o carinho da presença de cada um aqui e
estarei visitando também os blogs de vocês a partir de hoje.
Um beijo a todos e a cada um.
O poema abaixo foi escrito nessas férias forçadas.
Neusa - 10/08/05
Não serão mais tuas
Nem essa cicatriz da espera
Nem a rasura daquele amor-quimera.
O que foi nosso já não nos pertence.
Apenas esta lágrima, extinguindo sonhos,
Finge ser a dor que não se sente.
No rascunho do amor-poema
Já não há versos, nem fonemas –
Nada além do frio
(uma rima para o silêncio).
Por isso nada mais será teu,
Nem meu, nem nosso:
Não será teu este poema torto,
Nem será mais teu este inútil corpo
Que ninguém mais toca.
(Neusa – 20 de julho de 2005)